Dor não deve fazer parte da sua rotina: saiba quando investigar

Durante muitos anos, milhões de mulheres ouviram que sentir dor fazia parte da vida. Cólicas intensas, dor pélvica e dor durante a relação sexual acabaram sendo tratados como algo “normal”. O problema é que, em muitos casos, esses sintomas podem ser o primeiro sinal de doenças que merecem investigação e tratamento.

Para a ginecologista e mastologista Dra. Denise Joffily, um dos maiores desafios é justamente romper essa cultura da normalização da dor.

“Nenhuma mulher deve aceitar conviver com uma dor que interfere na sua rotina, no trabalho, na vida íntima ou no bem-estar. O corpo envia sinais, e escutá-los é fundamental para preservar a saúde.”

Quais são as principais causas da dor pélvica?

A dor pélvica pode ter diversas origens. Entre as causas ginecológicas mais frequentes estão:

  • Endometriose

  • Adenomiose

  • Miomas uterinos

  • Cistos ovarianos

  • Infecções pélvicas

Além disso, alterações do trato urinário, do intestino ou da musculatura da pelve também podem provocar sintomas semelhantes. Por isso, uma avaliação médica é essencial para identificar a causa correta.

Quando a dor merece investigação?

Observar quando a dor aparece, sua intensidade, duração e sua relação com o ciclo menstrual ajuda a direcionar o diagnóstico.

Alguns sinais de alerta incluem:

  • cólicas muito intensas;

  • dor que impede as atividades do dia a dia;

  • dor durante as relações sexuais;

  • dor persistente entre os ciclos menstruais;

  • sintomas urinários ou intestinais associados.

“Nem toda dor pélvica significa a mesma doença. Cada paciente possui uma história e um conjunto de sintomas que precisam ser avaliados de forma individualizada. O diagnóstico precoce faz toda a diferença.”

Conviver com a dor não é a solução

Muitas mulheres acabam adaptando a própria rotina para conviver com a dor. Faltam ao trabalho durante a menstruação, deixam de praticar atividade física ou evitam relações sexuais devido ao desconforto.

Esse comportamento pode atrasar o diagnóstico de doenças como a endometriose e comprometer significativamente a qualidade de vida.

Como é feita a investigação?

Atualmente, a avaliação médica conta com exame clínico e exames de imagem capazes de identificar a causa da dor. O tratamento varia conforme o diagnóstico e pode incluir:

  • mudanças no estilo de vida;

  • medicamentos;

  • fisioterapia pélvica;

  • tratamentos hormonais;

  • procedimentos ou cirurgias, quando indicados.

“O objetivo não é apenas aliviar a dor, mas tratar sua causa. Quanto mais cedo a mulher procura atendimento, maiores são as chances de controlar os sintomas e preservar sua qualidade de vida.”

Dor nunca deve ser considerada normal

Mais do que um sintoma, a dor é uma forma de comunicação do organismo. Ignorá-la pode significar adiar o diagnóstico de doenças que possuem tratamento.

Se você apresenta dor pélvica, cólicas incapacitantes ou dor durante as relações sexuais, procure avaliação com um ginecologista. O diagnóstico precoce permite tratamentos mais eficazes e melhora significativamente a qualidade de vida.

Anterior
Anterior

Um exame de sangue pode mostrar mais cedo se o tratamento do câncer de mama está funcionando?

Próximo
Próximo

Perimenopausa: cuidar dos seus ossos hoje é investir na sua qualidade de vida amanhã