Outubro Rosa: cuidar das mamas começa com informação

O Outubro Rosa é um convite para olhar com mais atenção para a saúde das mamas.

Mas esse cuidado não deve acontecer apenas em outubro. Informação, hábitos saudáveis, atenção aos sinais do corpo e rastreamento adequado fazem parte do cuidado durante todo o ano.

O que você pode fazer para reduzir o risco de câncer de mama?

Nem todos os fatores de risco podem ser modificados, mas algumas atitudes podem ajudar:

● Pratique atividade física regularmente. Manter-se ativa está associado à redução do risco de câncer de mama.

● Mantenha um peso saudável. O excesso de peso, principalmente após a menopausa, está relacionado a um risco maior da doença.

● Evite ou reduza o consumo de bebidas alcoólicas. Quanto menor o consumo de álcool, menor o risco associado.

● Tenha uma alimentação equilibrada. Priorize frutas, verduras, legumes, feijões, cereais integrais e outros alimentos in natura ou minimamente processados.

● Não fume. Evitar o tabaco é uma medida importante para a prevenção de diferentes tipos de câncer e para a saúde como um todo.

● Amamente, quando possível. A amamentação está associada à redução do risco de câncer de mama para a mulher.

● Conheça seu histórico familiar. Casos de câncer de mama, ovário, pâncreas ou próstata na família podem ser importantes na avaliação do seu risco individual.

Lembre-se: reduzir o risco não é o mesmo que eliminar o risco

Mesmo mulheres que mantêm hábitos saudáveis podem desenvolver câncer de mama.

Por isso, além de cuidar dos fatores que podem ser modificados, é importante manter o acompanhamento médico e o rastreamento adequado para sua idade e seu perfil de risco.

Mamografia: não espere sentir alguma coisa

A mamografia é o principal exame utilizado no rastreamento do câncer de mama e pode identificar alterações antes mesmo que elas sejam percebidas.

A idade de início e a frequência do rastreamento podem variar conforme as recomendações adotadas e o risco individual de cada mulher.

Algumas mulheres podem precisar de acompanhamento diferente, por exemplo, quando apresentam:

● histórico familiar importante de câncer de mama ou ovário;

● mutações genéticas associadas ao câncer de mama;

● determinadas alterações encontradas em biópsias mamárias anteriores;

● outros fatores que aumentem significativamente o risco.

O rastreamento não precisa ser igual para todas. Converse com seu médico sobre a estratégia mais adequada para você.

Conheça suas mamas

Você não precisa seguir uma técnica rígida de “autoexame” nem escolher um único dia do mês para examinar as mamas.

O mais importante é conhecer o aspecto habitual das suas mamas e perceber mudanças.

Procure avaliação médica se notar:

● um novo nódulo na mama ou na axila;

● retração do mamilo ou mudança recente em sua aparência;

● alteração da pele, como retração, espessamento ou aspecto de “casca de laranja”;

● saída espontânea de secreção pelo mamilo, especialmente se sanguinolenta;

● mudança persistente no formato ou tamanho de uma das mamas;

● vermelhidão, edema ou outra alteração que não desapareça.

Encontrar uma alteração não significa necessariamente câncer. Mas significa que ela merece ser avaliada.

Seu risco é individual

Idade, histórico familiar, características das mamas, antecedentes pessoais e outros fatores podem modificar o risco de câncer de mama.

Por isso, cuidar da saúde das mamas vai além de simplesmente solicitar exames.

Conhecer o seu risco permite definir um acompanhamento mais individualizado.

Outubro Rosa é um lembrete. O cuidado é o ano inteiro.

✔️ Tenha hábitos saudáveis
✔️ Conheça suas mamas
✔️ Mantenha suas consultas em dia
✔️ Faça o rastreamento adequado para você
✔️ Procure avaliação se perceber alguma alteração

Compartilhe essa informação com outras mulheres.
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Dra. Denise Joffily
Mastologista, Ginecologista e Obstetra
CRM-SP 125847

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